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JATAÍ | Sobe para 13 número de mulheres queimadas após bronzeamento

Por Eduardo Candido 13 Março 2014 Publicado em Região
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Jovem sofre queimaduras Jovem sofre queimaduras Reprodução/TV Anhanguera

Subiu para 13 o número de mulheres que sofreram queimaduras após sessões de bronzeamento em um salão de Jataí. De acordo com o delegado João Paulo Sorigotti da Silva, as últimas três vítimas foram identificadas por meio do controle de atendimento do estabelecimento. "Elas tiveram lesões mais leves e não chegaram a ficar internadas", disse.


No total, seis mulheres já foram ouvidas e as demais ainda serão convocadas para esclarecimentos. Segundo o delegado, com exceção das duas jovens que estão internadas em Goiânia, as outras devem ser ouvidas ainda nesta semana. “Se trata de uma fatalidade, foi algo lamentável, mas não houve má fé por parte da dona do salão. Essa é a impressão da polícia por enquanto. De qualquer forma, preciso dos laudos periciais para comprovar se foi exatamente isso o que aconteceu”, explicou.


A dona do salão prestou depoimento na manhã de quarta-feira (12/03) e confirmou que usou uma mistura de óleo de coco e canela para as sessões de bronzeamento. O advogado dela entregou à polícia os frascos dos produtos que teriam provocado os ferimentos. Ela não quis falar com a imprensa.


Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, Regional Goiás (SBD-GO), a entidade não recomenda quaisquer formas de bronzeamento artificial ou natural, incluindo aqueles em que a pessoa se expõe ao sol utilizando fórmulas caseiras sem devida proteção. “Danos irreversíveis podem acontecer, entre eles a fotodermatose, reações alérgicas e até câncer da pele” afirma, em nota, a SBD-GO.


A defesa da dona do salão também entregou ao delegado alguns recibos que comprovam que a mulher pagou consultas médicas e remédios para as vítimas. Esses documentos foram anexados ao inquérito, que trata o caso como lesão corporal grave com dolo eventual. "Por enquanto, não há a necessidade de um pedido de prisão, desde que ela não continue a fazer o bronzeamento", ressaltou Sorigotti.


Queimaduras
O produto era passado no corpo das mulheres que, em seguida, ficavam expostas ao sol. Das vítimas, duas continuam internadas em hospitais da capital. Uma delas é a estudante de biologia Monalisa Lombardi, de 19 anos. Ela teve 73% do corpo queimado com lesões de 2º grau. A jovem permanece internada na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Pronto Socorro para Queimaduras, em Goiânia. Segundo a unidade, o estado de saúde dela é estável.


A mãe contou que Monalisa Lombardi já tinha o costume de fazer as sessões e há dois anos frequentava o salão. Depois de passar pelo bronzeamento, no último dia 2, ela começou a sentir os sintomas.


A dona de casa Miriam Ferreira de Castro, de 33 anos, também sofreu queimaduras após passar pelo procedimento. Ela estava internada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Residencial Itaipu, mas foi transferida na tarde de quarta-feira para o Pronto Socorro para Queimaduras. Segundo a equipe médica, a paciente está consciente e tem estado regular.


Outra mulher queimada na sessão de bronzeamento, que não quis se identificar, relatou que, durante o procedimento, foi aplicado um produto que ela desconhecia. “Tem muito tempo que eu bronzeio com ela [com a dona do salão]. A gente foi, como de costume, e ela passou os produtos que costumava passar. Só que aí ela usou um produto novo, um óleo de coco com canela. Aí colocou em uma bombinha com água e toda hora borrifava na gente”, relatou.


Fonte: G1 Goiás