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Técnicos iniciam implantação de Arranjo Produtivo Local no sudoeste goiano

Técnicos da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Sectec) estão em Jataí, onde realizam trabalho de estruturação de uma governança provisória e elaboração do Termo de Referência que vão reger as atividades de implantação do novo Arranjo Produtivo Local (APL) de Agrominerais do Sudoeste Goiano. Participam da inciativa representantes da Secretaria de Indústria e Comércio e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural Estado de Goiás (Emater).

O novo APL irá aproveitar o potencial geológico do Sudoeste Goiano para trabalhar na aplicação do pó de rocha, proveniente da rochagem mineral, na produção agrícola. O processo funciona como uma conversão de pedras em alimento para o solo, possibilitando, assim, a substituição de fontes convencionais de nutrientes - dos quais o Brasil é dependente ainda de 70% de matérias-primas importadas - por fontes regionais, mais sustentáveis.

O País gasta cerca de R$ 3 bilhões por ano para obter esses insumos. Isso porque os fertilizantes convencionais têm custo elevado e provêm de fontes não-renováveis e escassas. A informação é do Sumário Mineral do Departamento Nacional de Produção Mineral.

O componente do pó de rocha atua ainda no fornecimento lento de nutrientes, macro e micro; no reequilíbrio do ph do solo; no balanceio das atividades de microorganismos e da quantidade e qualidade de húmus; no controle da erosão de solo, devido ao aumento da matéria orgânica; e na resistência das plantas à ação de pragas e doenças. As rochas que passam pelo processo de rochagem fornecem nutrientes ao solo, como cálcio, fósforo, magnésio e, principalmente, potássio.

A Região Sudoeste do Estado foi escolhida devido à sua proximidade com jazidas minerais/mineradoras, unidades geradoras de subprodutos (fontes de nutrientes); à existência de agricultores (cultivo de cana-de-açúcar ou oleaginosas para produção de biocombustíveis); à presença de usinas produtoras de biocombustíveis; e à atividade de instituições de P&D&I, como empresas de pesquisa e extensão, universidades e escolas técnicas envolvidas com a temática do projeto. O APL terá Jataí como cidade-polo.

APLs
Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são aglomerados de agentes econômicos, políticos e sociais, localizados em um mesmo território, que apresentam vínculos de articulação, interação, cooperação e aprendizagem, e relacionam-se com o conceito de planejamento regional. Para sua implantação, eles requerem um diagnóstico das suas principais características, com a identificação de gargalos (demandas e necessidades) tecnológicos, de formação, qualificação e especialização de mão de obra, entre outros, em que são consideradas a relevância regional, setorial, econômica e social.

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Comiva: Confira algumas dicas para o sucesso na produção de silagem de milho

A silagem é um alimento homogêneo com altos teores de energia e elevados níveis de matéria seca, a qual está à disposição do produtor para incrementar a produtividade dos rebanhos leiteiros. No entanto, é de fundamental importância a preparação de uma silagem de qualidade a baixo custo.

Para que o uso da silagem milho seja compensador, é importante que o produtor siga alguns passos antes, durante e depois do processo de confecção da silagem de milho:

1 - Escolha um híbrido de milho comprovadamente recomendado à aptidão “silagem de planta inteira”, com ampla adaptação à região de cultivo e à época de plantio a ser realizada, para garantir potencial de produção e qualidade de matéria seca por unidade de área;

2 - Promova o estabelecimento da lavoura de milho com base em um programa efetivo de adubação, considerando quantidade de nutrientes disponíveis no solo, nível de tecnologia do híbrido escolhido, etapas críticas de desenvolvimento da planta e produtividade desejada;

3 - Realize manutenção de equipamentos e máquinas (tratores, ensiladeiras, carretas, ferramentas, lona etc...) antecipadamente à data de início das atividades de confecção da silagem. Promova a criação de uma equipe de bons tratoristas e mão-de-obra treinada;

4 - Promova planejamento cultural e de colheita, estabelecendo antecipadamente as dimensões dos silos e/ou a produção esperada da área de cultivo ajustada a capacidade dos silos de armazenamento;

5 - Para obtenção de boa compactação (> 600 kg/m³ de matéria verde) em todos os pontos do silo, a largura do silo de armazenamento deverá possuir dimensões mínimas de 1,5 a 2 vezes a largura do rodado do trator utilizado para compactação da massa ensilada;

6 - Para máxima eficiência da ensiladeira, garantir 540 rpm na tomada de força. Demandar maiores cuidados na revisão de facas e pedra afiadora da ensiladeira e promover afiação das facas e lubrificação em períodos de 5 horas de trabalho. Promover afiação quando constatar mudança na qualidade do padrão de tamanho das partículas. Revisar constantemente a distância entre facas e contra-faca (5 a 1 mm);

7 - Utilize de mão-de-obra treinada, experiente e conhecedora do processo de ensilagem; Realize o corte, transporte e a compactação simultaneamente. Considere a alternativa de fazê-los mais rapidamente com união entre vizinhos de propriedade ou aluguel de máquinas;

8 - O processo de ensilagem em pequenas propriedades (colheita, transporte, compactação e vedação) deveria ser inferior a 12 horas, não ultrapassando a 36 horas. Evite interrupções durante o processo de ensilagem;

9 - Atenção especial ao ponto correto de colheita das plantas de milho. A silagem resultante deverá apresentar teores de matéria seca entre 30 e 37%

10 - Distribuía camadas de material picado uniformemente no silo, de tal forma a propiciar a menor área possível de exposição do painel de compactação;

11 - No período noturno e/ou em condições de precipitação no momento da ensilagem, a massa ensilada deverá ser protegida com lona plástica;

12 - Após a colocação de cada camada, compacte de lado a lado do silo uniformemente. Se for silo do tipo de superfície, apare as laterais, após cada compactação, removendo e remontando a parte mais fofa;

13 - Os silos de armazenamento de silagem devem ser enchidos no sentido do fundo para a entrada até atingir a altura do fechamento e o abaulamento máximo possível;

14 - Cubra o silo com uma lona de polietileno resistente. Proceda a vedação final colocando um peso sobre a lona equivalente a uma camada de 10 cm de terra (80 a 100 kg/m²), afim de expelir o ar contido na porção superior do silo. Uma segunda lona poderá ser colocada sobre esta camada de terra, protegendo-a das chuvas e evitando deslizamentos ou infiltrações de água, fazendo canaletas ao redor do silo;

15 - Cerque o local dos silos de armazenamento de silagem, não permitindo o acesso de animais;

16 - A abertura do silo deverá ocorrer após 25 dias de sua vedação. Após abertura dos silos de silagem, havendo pontos podres ou com bolores (fungos), estes deverão ser eliminados (não utilizar na alimentação animal);

17 - Retirar diariamente uma fatia de espessura mínima de 15 cm do painel do silo de forma homogênea;

18 - O consumo médio de silagem de milho varia de 1,2 a 1,7% do peso vivo de um ruminante, ou seja uma vaca de leite de 400 kg poderá consumir até 35 kg de silagem por dia;

19 - A silagem de milho deve ser produzida em função dos objetivos da propriedade e/ou da categoria animal a ser alimentada;

20 - Sempre promova análises bromatológicas da silagem resultante no processo, a fim de conferir seu valor nutritivo e promover devidos ajustes na próxima safra;

21 - Ao final do processo faça uma análise crítica sob aspectos técnicos e econômico e não repita os erros evidenciados no decorrer do processo de plantio, manejo e colheita das lavouras, como durante nos processos de ensilagem e desensilagem.

Fonte: Comiva

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Resíduos da cana poderiam gerar mais energia que Itaipu, revela estudo

Os resíduos secos do cultivo de cana-de-açúcar no Brasil poderiam gerar mais energia do que a potência instalada da Usina de Itaipu. De acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos: Diagnóstico dos Resíduos Urbanos, Agrosilvopastoris e a Questão dos Catadores, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o uso desses resíduos poderiam gerar 16.464 megawatts por ano.

O levantamento mostra que, entre 13 culturas agrícolas pesquisadas, a cana-de-açúcar foi a que gerou maior volume de resíduos, 201 milhões de toneladas por ano, incluindo subprodutos como o bagaço que tem alto potencial energético e vinhaça com melhor aproveitamento como adubo na própria plantação.

O setor já é considerado autossuficiente em termos energéticos, atendendo a mais de 98% da sua própria demanda de energia. Segundo o Ipea, ainda existe grande potencial para geração de excedentes energéticos que ainda é muito pouco utilizado.

“Para viabilizar uma maior disponibilização dessa energia para a rede elétrica, entretanto, será necessário vencer várias barreiras de ordem técnica, econômica e regulatória, sendo necessários mais incentivos econômicos para motivar os investimentos do setor privado nessa área”, destacou o documento.

Além do potencial energético, a queima do bagaço também soluciona o problema de destinação desse resíduo, que é muito volumoso e de difícil transporte.

No total das 13 culturas pesquisadas pelo instituto, o volume de resíduos produzidos chegou a 291 milhões de toneladas por ano. O Ipea analisou o potencial energético apenas dos cultivos secos, como o de cana-de-açúcar, milho e soja, desconsiderando as culturas de banana, laranja e uva.

“O aproveitamento desses resíduos, além de evitar potenciais impactos negativos causados pelo descarte inadequado no ambiente, pode gerar muitos benefícios econômicos para o país”, destacou o estudo.

Os resíduos da agricultura, pecuária e florestas também poderiam atender às necessidades de energia elétrica do setor e ainda ser comercializada no mercado. De acordo com o levantamento, na pecuária, as criações de bovinos, suínos e aves geram cerca de 1,7 bilhão de toneladas de dejetos por ano. Desse total, 365 milhões de toneladas de dejetos são produzidas a partir de criações confinadas, que poderiam virar energia reduzindo os impactos sobre o meio ambiente. A criação de bovinos responde por quase 90% deste volume.

Fonte: O Serrano

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Produção brasileira de soja caiu 12,9% em 2011/2012

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou em abril, o sétimo relatório de acompanhamento da safra brasileira de grãos.No caso da soja, a estimativa é de que sejam colhidos 65,6 milhões de toneladas em 2011/2012, cuja colheita está na reta final.

Este volume é 12,9% menor que o recorde registrado na temporada passada, de 75,3 milhões de toneladas. É a menor produção desde 2008/2009. Desde outubro do ano passado a Conab vem reduzindo a expectativa com relação à produção de soja nesta temporada, em função da menor produtividade decorrente do clima desfavorável.

Em outubro de 2011, a Companhia estimava 72,7 milhões de toneladas. A produtividade (média Brasil) está estimada 43,7 sacas de soja por hectare em 2011/2012. Isto significa 15,8% menos, na comparação com as 51,9 sacas colhidas por hectare em 2010/2011.

Fonte: Comiva

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Oferta elevada de milho pressiona cotações do grão

Na reta final de colheita da safra de verão de milho, continua prevalecendo a boa disponibilidade de curto prazo e estimativas apontam que a produção agregada da safra 2011/2012 pode superar as estimativas atuais, caso a produção de segunda safra seja satisfatória. Os dados são do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com isso, os preços continuam em queda no mercado físico brasileiro. As exportações não têm ajudado a conter esse movimento dos preços. O volume de milho embarcado em março, de 280,2 mil toneladas, foi praticamente igual ao de fevereiro e, no trimestre, o total de 1,4 milhão de toneladas representa 45,8% a menos que o vendido ao Exterior no mesmo período de 2011, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Secex/MDIC).

Entre as praças acompanhadas pelo Cepea, as desvalorizações mais expressivas nos últimos dias ocorreram nas regiões goianas, paulistas, sul de Mato Grosso do Sul, em parte de Santa Catarina e em Unaí (MG). Segundo pesquisadores do Cepea, a maioria destas regiões está tendo produção acima do esperado e/ou necessitam escoar o produtor colhido devido ao déficit de armazéns. No geral, porém, vendedores ainda sinalizam opção por comercializar a soja, deixando o milho em segundo plano.

Fonte: Cepea

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Em ano de quebra da safra de soja, milho atingirá produção recorde

A seca na região Sul arrasou a safra brasileira de soja 2011/12, e o país deverá colher 65,2 milhões de toneladas, diante de 75,3 milhões de toneladas registradas na safra passada. A produtividade média nacional, que na safra anterior foi de 51,9 sacas por hectare, caiu para 43,3 sacas por hectare.

Terceiro maior produtor nacional de soja, o Rio Grande do Sul foi o estado mais castigado pela estiagem e agora ocupa o quarto lugar no ranking, conforme aponta levantamento feito pelo Rally da Safra 2012. Já no caso do milho, apesar da produtividade menor na safra 2011/12, houve expansão na área plantada e a safra verão deve atingir 36,5 milhões de toneladas.

Se somados os resultados de milho verão à expectativa de produção de milho safrinha, de 28,1 milhão de toneladas, o total deverá alcançar 64,6 milhões de toneladas. As regiões visitadas pelo Rally da Safra representam 99,4% da área cultivada de soja e 80% da área com milho no Brasil.

Fonte: Brasil Econômico

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Costa Rica e Chapadão do Sul despontam com os melhores índices de produção de soja, aponta estudo

A região norte de Mato Grosso do Sul obteve, na safra 2011/2012, os melhores índices de produtividade de soja em relação à média em todo o Estado, que foi de 42,6 sacas por hectare. Os municípios de Costa Rica, Chapadão do Sul e São Gabriel, que somados contam com uma área plantada de 235,755 mil hectares, o que representa 13% da área cultivada no Estado, alcançaram um patamar superior a 51 sacas por hectare. Os resultados foram apresentados em um estudo feito pela Federação de Agricultura e Pecuária de MS (Famasul) e Associação de Produtores de Soja (Aprosoja).

“As chuvas foram mais regulares ao longo do ciclo produtivo nessa região, ao contrário do cenário que vivemos no sul, onde a estiagem foi de 30 a 45 dias e influenciou diretamente na floração e enchimento dos grãos, prejudicando seu crescimento e reduzindo o potencial produtivo das lavouras”, analisa Lucas Galvan, assessor técnico da Famasul. A produção total de soja no Estado foi de 4,6 milhões de toneladas, com 2,5 mil kg por hectare, com uma área total de 1,8 milhão de hectares.

O estudo foi realizado em 13 municípios que representam 74% da área plantada da soja no Estado, com 1,3 milhões de hectares. Maracaju continua na liderança do plantio, com 210,5 mil hectares. O município com pior índice de produtividade foi Aral Moreira, no sul do Estado, com uma média estimada de 31,8 sacas por hectare.

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Estrada em Goiás tem 70 km sem asfalto e prejudica agricultores

A GO-184, próximo a Jataí, tem 70 quilômetros de trecho sem asfalto. Esse é um problema que os agricultores às margens da rodovia vêm enfrentando há anos. Sem estrutura para suportar o peso das carretas que fazem o transporte dos grãos, a estrada fica ainda pior no período da chuva.

Devido à má conservação da GO-184, os caminhoneiros estão se recusando a fazer o transporte da safra. Os que se arriscam a fazer os fretes são obrigados a enfrentar uma estrada completamente esburacada e cheia de lama. Com a pista escorregadia muitos trafegam em zigue-zague e em muitos pontos, o atoleiro chega a meio metro de profundidade.

Irritados com a situação da GO-184, os caminhoneiros alegam que a estrada ruim encarece o transporte e atrasa a viagem. “Quando a estrada está boa é bastante rápido, agora nessa situação às vezes a gente leva dias”, conta o caminhoneiro Samuel Justino de Oliveira.

“É muito buraco e a mercadoria cai. Então, é prejuízo para nós porque desconta do nosso bolso”, completa o também caminhoneiro Wagner Acássio Pereira.

A assessoria de imprensa da Agência Goiana de Transportes e Obras (Agetop) informou que as equipes já estão trabalhando nas rodovias não pavimentadas da região. São mais de 600 quilômetros de estradas de terra. As obras seguem um cronograma e os reparos na GO-184 devem ser feitos até o final deste mês.

Fonte: G1 Goiás

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Milheto é cultura alternativa para cobertura de solo

O milheto é uma forrageira de clima tropical muito utilizada nesse período que, além de ser útil na rotação de culturas, possui boa qualidade nutricional quando usada como ração para aves, suínos e ruminantes. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, disponibiliza no mercado sementes da cultivar de milheto BRS 1501 com ótimas características agronômicas.

O milheto é uma planta que se adapta bem a vários tipos de solos, tendo boa persistência em solo de baixa fertilidade e déficit hídrico. As principais características agronômicas da cultura (Pennisetum glaucum) são: baixa exigência hídrica, apresentando vantagem no gasto com água em relação ao milho e ao sorgo; seu cultivo demanda a aplicação de poucos insumos, o que pode reduzir o custo de produção; alta capacidade de ciclagem de nutrientes; crescimento rápido e elevada produção de biomassa, uma vantagem na região tropical, onde se tem muita dificuldade de obter palhada para o plantio direto.

Além dessas características, o milheto é importante para a recuperação de pastagem e para a produção de silagem. Tem facilidade de produção de sementes e de mecanização para semeadura. Apresenta ainda resistência às principais pragas, reduzindo a população de nematóides como o Meloidogyne incógnita e javanica,Pratylenchus brachyurus e Rotylenchulus reniformis, e bom aproveitamento para pecuária, já que é um ótimo complemento aos capins que apresentam baixos teores de carboidrato e proteína.

A cultivar BRS 1501, da Embrapa, possui ciclo de florescimento de 50 dias, maturação fisiológica de 80 dias, ótima capacidade de perfilhamento e potencial produtivo de grãos de 2,5 toneladas por hectare. Essa cultivar tem ainda altura média das plantas de 180 cm e grãos semiduros com 12% de teor de proteína.

Segundo o Gerente do Escritório de Negócios de Dourados, Huberto Noroeste dos Santos Paschoalick, a cultivar é resultado do programa de melhoramento do milheto desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo e conquistou os produtores brasileiros pela sua adaptação aos solos ácidos e de baixa fertilidade e pela capacidade de extração de nutrientes do solo com um sistema radicular profundo e abundante, promovendo a ciclagem de nutrientes para a camada mais superficial. “Este, talvez, seja o principal motivo para a ampla adoção do milheto nas regiões do Cerrado, onde ocupa cerca de quatro milhões de hectares e ajudou a consolidar o sistema de plantio direto”, finaliza.

Fonte: Embrapa

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Goiás: detentos poderão trabalhar em lavouras dentro de complexo prisional

Uma parceria firmada entre a Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás (Seagro) e a Agência Goiana do Sistema de Execução Penal (AGSEP) vai destinar até cinco sacas de arroz por hectare, para cultivo de uma área estimada em 200 hectares, dentro do complexo prisional.

A ação, que tem por objetivo oferecer aos presos a oportunidade de reinserção social por meio do trabalho nas lavouras, é conduzida por meio do Programa Lavoura Comunitária em Goiás. O trabalho conta com a atenção do secretário Antônio Flávio Camilo de Lima, da Agricultura, Pecuária e Irrigação de Goiás (Seagro), e do presidente da AGSEP, Edemundo Dias.

Além do arroz também serão plantados milho, sorgo, olerículas, bovinos e estimulada a produção de aves, bovinos e suínos para manutenção alimentar dos encarcerados. A Seagro também vai entrar com apoio técnico para auxiliar a produção. Segundo Antônio Flávio, foi criada uma comissão envolvendo entidades do setor agropecuário para criar um plano de trabalho e executar essas ações. “Os principais objetivos dessa parceria é melhorar a comida dos presos, economizar no custo de manutenção de cada um e possibilitar o aprendizado de uma profissão”, ressalta.

A Seagro também doar setenta bovinos para incrementar a produção pecuária. Segundo Edemundo Dias, cerca de cem encarcerados do complexo de Aparecida de Goiânia poderão trabalhar nos 70 alqueires de área cultivável do complexo prisional e levada para as 76 unidades prisionais do Estado. Ele disse também que a produção também será utilizada para ajudar as famílias de presos carentes. "O importante é fazer com que essa população não fique ociosa e aprenda uma profissão", destaca.

A Secretaria da Agricultura já contribui com a AGSEP há várias safras doando sementes, adubos e cedendo kits de irrigação para as hortas que são cultivadas no complexo prisional de Aparecida.

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