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Juiz negou pedido de prisão do ex-governador de Goiás José Eliton, diz PF

Por Marcelo Justo 28 Março 2019 Publicado em Polícia
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José Eliton (PSDB) José Eliton (PSDB) Reprodução/ TV Anhanguera

O juiz federal Rafael Slomp negou o pedido de prisão do ex-governador José Eliton (PSDB) e determinou que fossem feitas buscas na casa do político, segundo informações dadas nesta quinta-feira (28/03) pela Polícia Federal (PF).


Outras cinco pessoas foram presas nesta manhã suspeitas de desvio de dinheiro na Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago), durante a Operação Decantação 2.


“Foi requerida a prisão. Pelo fato de ele não estar mais na administração e pela contemporaneidade dos fatos”, revelou o delegado federal Charles Cavalcante Lemes.


Advogado do ex-governador, Tito Amaral defendeu, em nota, que a "Justiça Federal não decretou qualquer medida contra o ex-governador José Eliton, além da busca de documentos, porque não há nenhum indício concreto de seu envolvimento nos fatos em apuração" (veja a nota na íntegra ao fim do texto).


De acordo com a PF, a investigação ocorreu com base na análise de documentos e dados bancários e fiscais dos presos na primeira fase da Operação Decantação, realizada em agosto de 2016, quando foram cumpridos 120 mandados judiciais. O delegado disse que José Eliton participou do esquema enquanto ainda era vice-governador, entre 2012 e 2016, na época em que também acumulava o cargo de secretário de Segurança Pública (SSP).


A investigação apontou que José Eliton se reunia com Luiz Alberto de Oliveira, chefe de gabinete do então governador Marconi Perillo (PSDB), e empresários que prestavam serviços à Saneago para organizar a ordem de pagamento.


“Recursos da SSP que deveriam ser repassados à Saneago eram direcionados exclusivamente ao pagamento dessas três empresas. No jargão policial, a gente chama isso de verba carimbada”, afirma o delegado.


Prisões e buscas
As buscas foram feitas, conforme a polícia, em endereços de investigados e pessoas ligadas ao ex-governador, em Goiânia e Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital.


Durante a operação realizada nesta manhã, os policiais acharam uma mala com cerca de R$ 1,3 milhão e armas na casa de Gisella Silva de Oliveira Albuquerque. Ela é filha de Luiz Alberto de Oliveira, ex-chefe de gabinete do ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que renunciou ao cargo para concorrer à eleições de 2017. No carro de Luiz Alberto, os policiais encontraram R$ 1 milhão.


Ao todo, cinco pessoas foram presas:
Luiz Alberto de Oliveira - chefe de Gabinete de Gestão da Governadoria até abril de 2017;


Gisella Silva de Oliveira Albuquerque - filha de Luiz Alberto;


Carlos Eduardo Pereira da Costa - sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos;


Nilvane Tomás de Sousa Costa - sócio da Sanefer Construções e Empreendimentos;


Robson Borges Salazar - ex-diretor de gestão corporativa da Saneago.


O outro lado
Advogado de Robson, Luis Rassi disse que não teve acesso à decisão nem ao inquérito.


"Único conhecimento que a gente tem é por meio das perguntas formuladas pelo delegado. As perguntas indicam contratos anteriores à gestão de Robson Salazar. Realmente ainda não dá pra entender porque ele foi preso", afirmou na sede da Polícia Federal.


A TV Anhanguera entrou em contato com as defesas de Nilvane e Carlos Eduardo e aguarda retorno.


A reportagem não conseguiu localizar, até a última atualização desta reportagem, os advogados de Luiz Alberto e Gisella.


A Saneago informou, em nota, que "a atual gestão da empresa tem priorizado a implantação das melhores práticas de governança, para garantir a lisura em todos os processos da companhia, como a criação da Superintendência de Governança". A Saneago completou que "permanece prestando toda a colaboração necessária às investigações".


Na nota enviada pelo advogado de José Eliton, ele também informou que o cliente está em Posse, no interior de Goiás, onde participaria de uma audiência como advogado, mas, retorna nesta tarde para Goiânia.


Conforme o texto, a PF cumpriu mandado de "busca de documentos no apartamento do ex-governador, quando foi apreendido apenas um computador de uso pessoal".


Segundo Tito Amaral, "convém enfatizar que os fatos investigados pela operação teriam ocorrido entre 2014 e 2016, período que José Eliton exercia mandato de vice-governador. Não existem fatos ou elementos nesta investigação que coloquem em suspeita a lisura de José Eliton como vice-governador ou governador".


Fonte: G1 Goiás (com adaptações)

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