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O mistério por trás da garota afegã que fuzilou talebãs com AK-47 para defender a família

Por Antônio Filho 17 Agosto 2020 Publicado em Mundo
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Reprodução Reprodução reprodução/ MSN


Quando sua casa foi atacada no mês passado, Nooria, de 15 anos, pegou um rifle AK-47, matou dois homens e ainda feriu um terceiro.


Ela foi saudada como uma heroína.


Mas a história por trás do que aconteceu naquela noite é mais complicada.


Os homens chegaram à aldeia à noite, camuflados na escuridão.


De acordo com Nooria, era cerca de 1 hora da manhã quando eles entram pela porta da frente da casa de seus pais.


Em seu quarto, a adolescente, que foi acordada pelo barulho, ficou parada e em silêncio.


Ela pensou em seu irmão de 12 anos no quarto dele.


Então ela ouviu os homens levarem seus pais para fora da pequena casa na encosta, como descreveu em uma entrevista à BBC.


Logo em seguida ela ouviu os tiros, disse ela.


"Eles os executaram."


Nooria cresceu em uma pequena aldeia rural, em uma parte perigosa do Afeganistão.


Ela era uma adolescente tímida e de fala mansa, mas capaz de manusear armas e dispará-las com muita precisão, resultado do treinamento de autodefesa que recebeu de seu pai desde muito jovem.


Naquela noite, em vez de se esconder, Nooria agarrou a arma de seu pai, um rifle de assalto AK-47, e abriu fogo contra os homens que estvam do lado de fora da casa.


Ela atirou até quase ficar sem balas, disse ela.


Por fim, cerca de uma hora depois de chegarem, os homens se retiraram, disse ela.


Do lado de fora da casa estavam cinco cadáveres: os de sua mãe e de seu pai, um vizinho idoso que também era seu parente e dois dos talebãs.


"Foi horrível", disse ela. "Eles eram tão cruéis. Meu pai era deficiente.


Minha mãe era inocente.


E eles simplesmente os mataram."


Nooria e seu meio-irmão mais velho, um policial militar, dizem que seu pai foi alvo de insurgentes porque era um ancião tribal e líder comunitário pró-governo.


Também dizem que tal ataque pode ser de acordo com vários relatos feitos à BBC, um dos homens armados naquela noite era o marido de Nooria, e a história heróica de uma jovem se defendendo de militantes do Talebã envolvia, na verdade, uma disputa familiar.


Fonte: MSN (com adptações)

 

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