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Ministério da Saúde tem 9,5 milhões de testes estocados

Por Antônio Filho 04 Setembro 2020 Publicado em Saúde
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Sete meses após o Brasil entrar em estado de emergência pública por causa da pandemia da Covid-19, o Ministério da Saúde distribuiu menos de um terço dos 22,9 milhões de exames do tipo RT-PCR, considerados “padrão ouro” para diagnóstico do novo Coronavirus.


Até a quinta (03/08) foram 6,43 milhões de unidades enviadas a Estados e municípios da rede pública de saúde, o que corresponde a 28% do total.


No mesmo período, o governo enviou 8 milhões de testes do tipo rápido que localizam anticorpos para a doença, mas não são indicados para diagnóstico, obtidos por meio de doações.


O principal motivo para os exames já comprados não serem usados é a falta de insumos necessários na primeira etapa, para a coleta do material genético de pacientes.


Segundo os gestores , os testes encalham tanto no ministério como em unidades de saúde, pois o governo federal enviou kits incompletos para processar as amostras.


Há 9,46 milhões de unidades estocadas na pasta, número próximo do revelado pelo Estadão no fim de julho (9,85 milhões).


Isso porque o número de “swab”, os cotonetes e tubos, usados para coleta de amostras, está abaixo do necessário.


Foram 2,48 milhões do primeiro e 1,8 milhão do segundo.


Os insumos para “extração” do material genético (RNA), segunda fase do processo de testes, foram entregues em escala ainda menor: somente 622,6 mil chegaram aos Estados.


Os dados sobre reagentes e insumos distribuídos constam em documentos internos da pasta, obtidos pelo Estadão.


O Ministério da Saúde disse que pretende regularizar a situação, pois contratou 10 milhões de unidades de “extração”, que devem ser distribuídas nos próximos.


Questionada em julho sobre os testes encalhados, a pasta disse que não havia recebido alertas dos gestores dos Estados sobre a falta de insumos.


Relatórios internos, no entanto, já apontavam problema.


O governo afirmou ainda que teve dificuldades para encontrar todos os insumos no mercadoi interno e internacional.


Outro motivo para a não distribuição da maior parte dos exames já adquiridos é que 7,65 milhões ainda estão em fabricação na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), laboratório público vinculado à pasta.


O resultado da falta do material é que o Sistema Único de Saúde (SUS) executou apenas 2,65 milhões de testes moleculares, ou seja, menos da metade das unidades entregues pelo ministério.


A conta não considera que alguns Estados e municípios ainda fizeram compras próprias de exames.


“A distribuição de insumos para extração do material genético viral, utilizado na primeira etapa do processamento nos laboratórios, ainda não está regularizada e afeta a realização dos testes”, afirma o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass).


Fonte: MSN (com adaptações)

 

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