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Especialista diz que alerta de chuva ácida em Goiás não é motivo para pânico

Por Antônio Filho 24 Setembro 2020 Publicado em Estado
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Reprodução Reprodução Reprodução/ Mais Goias

Na última terça-feira, 22, a Defesa Civil de Aparecida de Goiânia emitiu um alerta que deixou a população, no mínimo, receosa.


Conforme o órgão, levando em conta a “proximidade de chuvas em Goiânia e Região Metropolitana” prevista pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), essas mesmas chuvas, quando caírem, poderão ser ácidas e vão requerer cuidado especial da população.


Porém, de acordo com o Centro de Informações Meteorológicas de Goiás (Cimehgo), não há nenhum motivo para pânico.


Segundo o gerente do Cimehgo, André Amorim, primeiro é preciso que haja chuvas intensas, o que deve ocorrer somente na 2ª quinzena de outubro.


“Pode ocorrer uma entrada de frente fria antes, mas para o começo de outubro eu não estou visualizando”, adianta.


Amorim explica que, quando há as primeiras precipitações, é normal que a água caia carregada de resíduos da atmosfera, fruto de acúmulo do longo período de seca, uma vez que “durante o período de estiagem, há uma situação em que tudo que é produzido de poluição, queimadas, que muitas partículas, gases, fica tudo preso na atmosfera”.


De acordo com o gerente do Cimehgo, não é recomendado se expor às primeiras chuvas, justamente por conterem esses resíduos, porém, não há motivo para desespero.


“Tem uma situação que, em contato com a pele de uma pessoa mais sensível, pode haver um desconforto, coceira, por exemplo, e atinge também a questão das vias respiratórias, os olhos. Então não é satisfatório que a pessoa saia nas primeiras chuvas. Mas chuva ácida mesmo, que realmente seria preocupante pro nosso estado, só se tivesse aquela aglomeração de indústrias, como São Paulo, Cubatão, o que não é o nosso caso”, esclarece.


Amorim adianta ainda que, mesmo assim, amostras de água serão coletadas das primeiras chuvas para análise, e o Cimehgo deve deixar a população constantemente informada sobre a situação.


Ao Mais Goiás, o superintendente da Defesa Civil de Aparecida de Goiânia, Juliano Cardoso, enfatiza que a “intenção da Defesa Civil não é causar pânico e sim orientar a população preventivamente, para que evite contato” com as primeiras chuvas previstas para cair em Goiás.


Fonte: Mais Goias

 

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