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Ultrapassagens irregulares sobem 150% nas rodovias federais em Goiás

Por Lucas Silva 05 Agosto 2021 Publicado em Estado
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O mês de julho acabou e, com ele, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) trouxe o resultado da Operação Férias, que se encerrou no último dia 31 de julho. De acordo com dados apresentados pela corporação na última terça-feira (3), o número de ultrapassagens perigosas aumentou em 150% se comparado com o mesmo mês do ano passado. Em 2020, foram registradas 986 infrações dessa natureza e, neste ano, o número passou para 2.545 multas.

 

De acordo com o levantamento apresentado pela corporação, todos os dados expostos tiveram aumento do ano passado para cá. O número de acidentes passou de 156 para 192. O número de feridos subiu de 166 para 217 e as mortes ocorridas nas BRs saltaram de 12 para 20. A quantidade de infrações também aumentou: passou de 10 mil registradas no ano passado para 11 mil que foram lavradas neste ano.

 

Além das ultrapassagens, as irregularidades mais cometidas pelos motoristas foram embriaguez ao volante, que passou de 56 para 83, e dirigir utilizando o celular, que aumentou de 232 para 292 do ano passado para 2021. De acordo com o inspetor Newton Morais, da PRF, o aumento de infrações é bastante preocupante levando em consideração todas as ações fiscalizatórias realizadas todos os anos durante as férias.

 

De acordo com o Newton, a maioria das infrações ocorreram em pistas simples. A campeã de irregularidades é a BR-153, no trecho Anápolis – Porangatu. Em seguida vem a BR-414, que dá acesso à Corumbá de Goiás, e a BR-364, no Sudoeste do Estado. “E alguns flagrantes deixam a gente bestificado. Muitos motoristas estão na direção de carretas. Ou seja, a gente julga serem profissionais, mas estão fazendo tudo errado”, explica.

 

A ultrapassagem é uma manobra comum e permitida pelo código de trânsito, porém precisa ser realizada em circunstâncias favoráveis, como em faixas simples e, principalmente, tracejadas. Segundo os especialistas, caso a movimentação de veículo ocorra de forma mal sucedida pode ser fator determinante para uma colisão frontal.

 

Fonte: Zap Catalão